A decisão de Moraes também beneficiou o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, que deixou o Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, localizado no Complexo de Gericinó, no mesmo dia. Tanto o policial como o ex-prefeito estão agora sob vigilância, obrigados a utilizar tornozeleiras eletrônicas e a respeitar um regime de recolhimento domiciliar noturno, além de estarem impedidos de viajar e de portarem armas.
Moraes impôs, também, que a Polícia Militar do Rio de Janeiro apresente, em um prazo de cinco dias, esclarecimentos sobre a origem de duas armas da corporação que foram apreendidas durante a operação, incluindo um fuzil calibre 5,56 encontrado no veículo de Canella. O ministro expressou preocupações sobre a regularidade da posse desses armamentos e questionou a conduta dos policiais envolvidos na segurança das figuras investigadas.
A falta de esclarecimentos por parte da defesa em relação às circunstâncias que cercam a posse das armas levou Moraes a destacar as incertezas acerca da legalidade das funções de segurança desempenhadas por Silva Neto, sobretudo no que diz respeito ao uso de armamento da própria corporação. O caso, que traz à tona questões sobre a ética e a legislação que regem a atuação das forças de segurança, continua a repercutir na sociedade e nas esferas políticas, evidenciando os desafios enfrentados na luta contra a corrupção e o crime organizado.
