Ministro da Defesa busca aumento de orçamento para Forças Armadas em audiência com deputados da Comissão de Relações Exteriores.

O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho, enfatizou a importância de uma relação mais próxima entre as Forças Armadas e os parlamentares da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, durante uma reunião no último 17 de março. Em seu discurso, ele ressaltou a necessidade de melhorar o orçamento destinado à defesa nacional, destacando que o cenário mundial está cada vez mais complexo, com diversos países aumentando seus investimentos em armamentos e enfrentando conflitos em várias regiões.

José Múcio alertou que o Brasil atualmente investe apenas 1,1% do PIB em defesa, enquanto a média mundial é de 2,3%. Ele mencionou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55/23, em análise no Senado, que propõe destinar pelo menos 2% do PIB para a área da defesa. Além disso, o Programa de Aceleração do Crescimento prevê investimentos significativos até 2030, mas é necessário garantir que esses recursos sejam confirmados nos orçamentos anuais.

Os comandantes das Forças Armadas também apresentaram suas preocupações durante a reunião. O almirante Marcos Sampaio Olsen, comandante da Marinha, destacou a discrepância entre o tamanho da economia brasileira e os investimentos em defesa marítima, enquanto o general Tomás Paiva, comandante do Exército, ressaltou a necessidade de melhorar as defesas aéreas do país. O tenente-brigadeiro Marcelo Damasceno, comandante da Força Aérea, mencionou a busca por equipamentos de última geração, como drones, e a preocupação com a contramedida a esse tipo de armamento.

Após as apresentações dos comandantes, alguns deputados questionaram os gastos das Forças Armadas em áreas não relacionadas à defesa. O tenente-brigadeiro Marcelo Damasceno explicou que esses custos são geralmente cobertos pelos ministérios responsáveis, como o transporte de órgãos para transplante, que é custeado pelo Ministério da Saúde.

Em relação às prisões de oficiais ligados ao 8 de Janeiro, houve um debate sobre a solidariedade institucional das Forças Armadas. O comandante do Exército, Tomás Paiva, esclareceu que as prisões são legais e que as Forças não podem desrespeitar decisões judiciais. Ele ressaltou a importância do cumprimento das leis e da manutenção da ordem.

Durante a audiência, o ministro José Múcio destacou a atuação das Forças Armadas em diversas frentes, como o combate a calamidades naturais, a segurança nas fronteiras e o combate ao garimpo ilegal. Foram destacadas as ações realizadas em 2023, que resultaram em um prejuízo de R$ 824 milhões ao crime organizado, incluindo operações contra o contrabando de madeira e o tráfico de drogas.

Em conclusão, a reunião evidenciou a importância do diálogo entre as Forças Armadas e o Congresso Nacional para garantir o fortalecimento da defesa nacional e a eficácia das operações militares em todo o território brasileiro. É fundamental que o país esteja preparado para enfrentar os desafios do cenário internacional e as ameaças à soberania nacional, por meio de investimentos adequados e uma gestão eficiente dos recursos destinados à defesa.

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