Ministro da Defesa alemão rejeita proposta de Trump para aumentar repasses à OTAN para 5% do PIB, citando inviabilidade financeira.

O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, pronunciou-se contra a proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sugeria que os membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) aumentassem seus repasses para a aliança para 5% do Produto Interno Bruto (PIB). Em entrevista ao jornal Tagesspiegel, Pistorius destacou que destinar 5% do PIB representaria 42% do orçamento federal alemão, o que equivaleria a cerca de 230 bilhões de euros, montante que o país não teria condições financeiras de arcar.

O ministro salientou que qualquer decisão referente à OTAN é tomada com base em discussões coletivas e afirmou que a Alemanha precisa contribuir de acordo com sua posição na aliança, indicando que nos próximos 10 anos Berlim terá que intensificar seus investimentos em defesa para atender às exigências da OTAN. Pistorius ressaltou a necessidade de a Alemanha aumentar seus gastos com defesa, ultrapassando os atuais 2% do PIB destinados para esse fim.

A administração de Trump havia informado aos países europeus que demandaria que os membros da OTAN elevassem seus gastos com defesa para 5% do PIB, medida que também foi respaldada pelo Secretário-Geral da OTAN, Mark Rutte, que considerou essencial um aumento significativo nos investimentos em defesa em relação ao patamar atual de 2%.

Diante desse contexto, a Alemanha e os demais países membros da OTAN estão diante do desafio de reestruturar seus orçamentos para atender às exigências de Trump e da própria aliança, visando garantir a segurança e a defesa coletiva dos países membros. O debate sobre os recursos destinados à OTAN permanece em alta, com diferentes perspectivas e expectativas sobre o papel dos países no fortalecimento da aliança militar.

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