A Primeira Turma do STF decidiu, de maneira unânime, pela condenação de Eduardo Bolsonaro, imputando a ele a prática de coação no curso do processo. A alegação é de que ele teria tentado mobilizar os Estados Unidos para intimidar autoridades do Judiciário brasileiro, numa manobra que visava interromper o julgamento que resultou na condenação de seu pai, Jair Bolsonaro.
Repercutindo nas redes sociais, o senador Flávio Bolsonaro, irmão do ex-deputado e pré-candidato à Presidência, declarou que a condenação é nula e criticou o ministro Alexandre de Moraes, sugerindo que ele deveria se declarar impedido por, supostamente, ser uma das vítimas do ato. Flávio descreveu a situação como uma clara manifestação de vingança, afirmando que a democracia no Brasil estaria comprometida.
Complementando essas declarações, Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha de Flávio, fez uma comparativa entre a atuação de Eduardo e as iniciativas do PT durante a prisão de Lula, argumentando que a busca por apoio internacional é uma norma democrática, independentemente do caráter do autor das críticas.
Em contraste com as vozes do bolsonarismo, a condenação foi celebrada no campo oposto como uma evidência de que Eduardo teria traído os interesses do país. Parlamentares do PT, como Lindbergh Farias e Carlos Zarattini, exigiram que o ex-parlamentar enfrentasse as consequências legais de suas ações.
Além de perder seu mandato na Câmara em dezembro de 2025 por faltas excessivas, a condenação torna Eduardo Bolsonaro inelegível, devido ao caráter colegiado da decisão, que permite essa consequência imediata. O Tribunal Superior Eleitoral já foi notificado sobre a inelegibilidade.
A defesa de Eduardo ainda pode contestar a decisão junto ao STF, mas especialistas indicam que essa manobra provavelmente não alterará o julgamento. Com Eduardo atualmente nos Estados Unidos, especula-se que o governo brasileiro poderia solicitar sua inclusão na lista de procurados da Interpol, o que abriria novos desdobramentos tanto jurídicos quanto políticos, principalmente em um cenário eleitoral que se avizinha tenso e disputado.





