Ministra da Saúde rebate críticas e detalha investimentos na área em audiência na Câmara dos Deputados


A ministra da Saúde, Nísia Trindade, compareceu à audiência conjunta das Comissões de Saúde e de Previdência da Câmara dos Deputados para rebater críticas e esclarecer os investimentos na área dentro do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Diversos parlamentares críticos da atual gestão solicitaram a presença da ministra, transformando a convocação em um convite.

Durante a audiência, o deputado Osmar Terra questionou a criação de um grupo de trabalho interministerial para analisar desinformações sobre vacinas divulgadas por médicos e outros profissionais de saúde nas redes sociais. Segundo ele, essa medida é uma forma de intimidação. No entanto, Nísia Trindade reafirmou a importância de combater as fake news, destacando que não se trata apenas de dúvidas ou conteúdos equivocados, mas sim de mentiras que afetam negativamente a saúde e a vida das pessoas.

Além disso, a ministra também respondeu às críticas sobre as resoluções decorrentes da 17ª Conferência Nacional de Saúde, realizada em junho. Parlamentares questionaram questões como a revisão da cartilha de pessoas trans e a redução da idade de início de hormonização para 14 anos. Nísia Trindade enfatizou que a participação da sociedade civil é essencial na atual gestão e que todas as sugestões são tratadas de acordo com a legislação e o programa de governo.

Outro ponto abordado na audiência foram as críticas sobre o suposto atraso na liberação de recursos oriundos de emendas parlamentares. Segundo a ministra, já foi empenhado 76% das emendas e efetuado o pagamento de 46%, com uma execução superior ao governo passado em 2021.

Nísia Trindade ainda apresentou os investimentos previstos dentro do novo PAC. Serão destinados R$ 7,4 bilhões para atenção primária e R$ 13,8 bilhões para atenção especializada até 2026. Além disso, está previsto um aporte expressivo de R$ 30,5 bilhões em todas as áreas de atuação do Ministério da Saúde, visando a ampliação da atenção à saúde, construção de unidades básicas e universalização do SAMU.

A ministra também destacou outras ações em andamento, como o incremento de R$ 86 milhões no orçamento dos hospitais filantrópicos, a garantia de R$ 540 milhões na Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência, o apoio ao Rio Grande do Sul na recuperação das estruturas de saúde danificadas por enchentes e ciclones, e a reabertura de 321 leitos nos hospitais federais do Rio de Janeiro.

Por fim, a ministra comemorou a ampliação do Programa Mais Médicos, em vigor desde julho. Foram abertas 13 mil novas vagas neste ano, atingindo o número recorde de 18,5 mil médicos em atuação em regiões vulneráveis. Parlamentares elogiaram a atuação de Nísia Trindade à frente do Ministério da Saúde, e a deputada Ana Paula Lima destacou o protagonismo internacional do Brasil em temas de saúde, citando a participação da ministra em reuniões da ONU em Nova Iorque.

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