Desde a sua chegada, os militares realizaram ações significativas, incluindo o resgate de duas pessoas com vida dos escombros. No entanto, também enfrentaram a triste realidade da recuperação de quase 40 corpos. Para apoiar a saúde da população afetada, a equipe médica ofereceu mais de 1.200 consultas gratuitas e enviou cerca de 13 toneladas de medicamentos do Instituto Mexicano de Seguro Social (IMSS-Bienestar). Estas medidas visam não apenas proporcionar suporte imediato, mas também ajudar na recuperação a longo prazo da região.
O brigadeiro-general expressou a gravidade e a carga emocional da situação, afirmando que é moralmente chocante observar famílias angustiadas aguardando informações sobre seus entes queridos nos arredores das ruínas. “É um momento de dor e esperança ao mesmo tempo”, disse ele. As operações de resgate são particularmente desafiadoras, uma vez que exigem um trabalho meticuloso para quebrar estruturas pesadas sem causar novos danos.
Os esforços de resgate são divididos em três equipes: socorristas especializados em busca e salvamento, médicos e enfermagem, e membros da Força Aérea. Após uma avaliação da situação, as equipes se concentraram nas áreas que mais necessitavam de assistência, atuando sob a orientação de moradores que denunciam locais onde pessoas podem estar presas.
O coronel Marco Antonio Vázquez Tejeda Burgos detalhou a delicadeza e a precisão do trabalho em situações de salvamento. Após a solicitação de socorro, equipes são enviadas ao local com cães farejadores treinados para detectar sinais vitais. O uso de máquinas pesadas para remover debris é um processo demorado, pois requer precisão na quebra de concreto e estruturas metálicas.
Os integrantes das forças de resgate têm se revezado constantemente em suas operações, lidando com a complexidade de cada estrutura desmoronada. A luta pela vida continua, e cada dia representa um novo desafio enquanto as equipes mexicanas mantêm seus esforços incansáveis em La Guaira, um símbolo de resiliência e solidariedade diante da tragédia.





