O estudo revela que a quantidade de indivíduos com pelo menos US$ 1 milhão em investimentos disponíveis cresceu 7,9% no último ano, totalizando 25,3 milhões de pessoas. Esse considerável aumento significa que quase 2 milhões de novos milionários se juntaram a esse grupo em comparação com 2024, excluindo ativos como a residência principal dos cálculos.
Além do aumento no número de milionários, o patrimônio total desse segmento chegou a impressionantes US$ 98,3 trilhões, um crescimento de 8,7% e o mais forte desde 2018. A Capgemini identifica os mercados de ações como motorizadores principais desse aumento, especialmente devido a impulsos relacionados à inteligência artificial que beneficiaram principalmente as pessoas de alta renda em diversas regiões do mundo.
Uma das questões que emergem dessa análise é a crescente concentração de riqueza entre os mais afortunados. De acordo com o relatório, 1% desse grupo detém 34,8% do total da riqueza global, o que levanta preocupações sobre a desigualdade econômica.
Em termos regionais, a Ásia-Pacífico se destacou com um crescimento proporcional de 9,4%, impulsionado pela indústria de semicondutores, com Japão e China liderando. A América do Norte também teve um desempenho notável, com mais de 736 mil novos milionários, especialmente nos Estados Unidos, que somam agora 8,7 milhões no total. Por sua vez, a Europa registrou um aumento de 6,5%, enquanto a África cresceu 4,1%. Em contraste, a América Latina teve um crescimento modesto de 0,3%, e o Oriente Médio apresentou uma retração de 1,4%, devido à queda nos preços do petróleo.
Além disso, a pesquisa indicou que o número de ultrarricos, ou seja, indivíduos com patrimônios de pelo menos US$ 30 milhões, também experimentou um crescimento significativo de 9,4%, alcançando cerca de 250 mil pessoas globalmente. Esses dados oferecem um retrato claro das dinâmicas de riqueza que estão moldando o cenário econômico mundial.





