O procedimento, uma laparotomia exploradora, foi necessário devido a aderências intestinais e danos na parede abdominal, sequelas da facada sofrida por Bolsonaro em 2018. Segundo os médicos, a cirurgia foi uma das mais complexas enfrentadas pelo ex-presidente, que já passou por seis intervenções relacionadas ao atentado. Inicialmente prevista para durar seis horas, a operação se estendeu por 12 horas devido à gravidade do quadro. Bolsonaro permanece na UTI do Hospital DF Star, em Brasília, sem previsão de alta, e os médicos destacam que as próximas 48 horas serão cruciais para a sua recuperação, que será lenta e exigirá cuidados intensivos.
Em suas redes sociais, Bolsonaro agradeceu o apoio recebido e afirmou que “voltaremos!”. Ele explicou que a obstrução foi causada por dobras no intestino delgado. A escolha da equipe médica para esta cirurgia foi feita por Michelle Bolsonaro, com o aval do senador Flávio Bolsonaro. O procedimento foi conduzido pelo cirurgião Cláudio Birolini, substituindo o médico Antônio Luiz Macedo, responsável por cirurgias anteriores.
Desde o atentado em 2018, Bolsonaro enfrentou diversas complicações de saúde, resultando em múltiplas internações e cirurgias. A recuperação do ex-presidente deve ser acompanhada de perto nas próximas semanas, e as expectativas são de que ele se restabeleça com sucesso e retorne às suas atividades normais em breve.
