Os ataques mais recentes foram atribuídos a grupos que, segundo autoridades sauditas, são supostamente apoiados pelo Irã. Na segunda-feira, 27 de julho, o ministério havia acusado milícias xiitas, pró-Irã, de tentar danificar essas mesmas instalações. No entanto, grupos ligados à resistência islâmica no Iraque negaram qualquer envolvimento, sugerindo que a Arábia Saudita poderia estar tentando desviar a responsabilidade para o movimento Ansar Allah, conhecido como houthis, que atuam no Iémen.
Em uma declaração reprise, o movimento houthis afirmou que havia retaliado contra uma embarcação que estava transportando petróleo saudita dos campos do leste do país até o porto de Yanbu, no mar Vermelho. O brigadeiro-general Yahya Saree, porta-voz do Ansar Allah, anunciou que a embarcação foi forçada a retornar, alegando que o comandante marítimo estava infringindo um bloqueio que o grupo havia imposto.
Além disso, a Agência de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) relatou que um capitão de navio-tanque ouviu uma explosão enquanto navegava pelo sul do mar Vermelho. A UKMTO assegurou que a tripulação e a embarcação estavam a salvo e não havia relatos de danos ambientais, embora não tivesse conseguido confirmar se o incidente estava relacionado aos ataques reivindicados pelos houthis.
Essas tensões refletem a complexidade da situação no Oriente Médio, onde conflitos por recursos energéticos e disputas geopolíticas se entrelaçam, levantando preocupações sobre a segurança da navegação e os impactos sobre o comércio mundial, especialmente em uma região tão estratégica.
