O vice-presidente sublinhou a importância de diversos setores, incluindo a indústria de defesa, biocombustíveis e até o mercado audiovisual, para essa ampliação. Um dos focos principais do Brasil na Coreia do Sul é a comercialização de carne, com uma missão prevista para agosto que visa ampliar o acesso da carne brasileira ao mercado sul-coreano. Alckmin ressaltou que a carne brasileira não apenas tem um custo 40% menor em comparação à carne dos Estados Unidos, mas também oferece qualidade superior, o que a torna uma opção atraente para os importadores sul-coreanos.
O vice-presidente também apontou que a Coreia do Sul representa um mercado significativo, com potencial para aumentar consideravelmente as importações de produtos brasileiros. Ele enfatizou a necessidade de aproveitar essa oportunidade, afirmando: “São grandes compradores. Podemos vender mais e a preços melhores”.
Entretanto, Alckmin não deixou de confrontar as recentes críticas do presidente argentino Javier Milei ao governo brasileiro. Ele comentou que as declarações de Milei prejudicam não apenas a relação entre Brasil e Argentina, mas também a própria Argentina, quando se considera a importância do Brasil como seu maior parceiro comercial.
Além das discussões sobre comércio, o vice-presidente também se referiu aos acordos futuros do Mercosul, incluindo negociações com a União Europeia e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA). Alckmin expressou confiança de que as relações comerciais entre Brasil e Coreia do Sul serão cada vez mais robustas, contribuindo para o fortalecimento econômico de ambas as nações.
