Em sua carta, Temer enfatiza um ponto importante: a necessidade de evitar a agressão, seja verbal ou física, durante as campanhas eleitorais. Ele destaca que a polarização de ideias é uma característica inerente a uma democracia saudável, sendo fundamental para o debate político.
Na temática de segurança pública, o ex-presidente sugere a recriação de um Ministério da Segurança Pública, como medida para combater a criminalidade no Brasil. Previdente, ele menciona a necessidade de intensificação do policiamento, especialmente contra crimes como o furto de celulares e relógios, além de enfatizar uma preparação específica para lidar com organizações criminosas. Um alerta pertinente feito por Temer é sobre a infiltração de policiais em esquemas ilegais, que exige uma abordagem nova e mais eficiente. Para esse combate, ele clama por uma cooperação internacional, afirmando que “vários países devem unir-se nesse combate”. Ele argumenta que a interação entre nações é crucial para o compartilhamento de informações e a realização de ações conjuntas.
No campo educacional, as propostas de Temer são ambiciosas. Ele propõe a criação de milhões de vagas em tempo integral para o ensino fundamental e médio, ressaltando que os recursos podem vir de diversas fontes, incluindo os governos, o setor privado e até mesmo do apoio de países mais ricos. Essa abordagem, segundo ele, tem um viés duplo: a dimensão educacional, que garante mais tempo na escola para os alunos, e uma dimensão social, que assegura a alimentação deles durante o período escolar. Outrossim, ele menciona a importância de valorizar a carreira dos professores, enfatizando a necessidade de uma formação adequada e uma remuneração justa.
Por fim, na seara trabalhista, Temer critica a polarização que tende a colocar empregados contra empregadores, defendendo que é preciso buscar a união entre essas duas partes, que são essenciais para a força produtiva do país. Ele sugere que, se um acordo não for possível, deve-se aplicar a legislação vigente, mas sempre buscando somar esforços ao invés de dividir.
Além de suas propostas, a carta conta com a contribuição de artigos de especialistas e figuras públicas, como Blairo Maggi, Gabriel Chalita, José Pastore, Mara Gabrilli, Moreira Franco e Nelson Jobim, que enriquecem ainda mais o debate proposto no documento.
