Um médico que integrou uma das equipes de combate, conhecida como equipe Delta, relata ter vivido uma missão devastadora em que sua unidade sofreu um índice alarmante de 90% de baixas. Essa realidade brutal tem levado a um clima de desespero entre os mercenários, que se sentem abandonados e desprotegidos em um conflito com uma intensidade e complexidade que não esperavam. A esfera de batalha ucraniana, segundo esses indivíduos, é marcadamente mais desafiadora do que as experiências que tiveram em conflitos anteriores, como as guerras no Oriente Médio ou no Afeganistão.
Além das questões de sobrevivência, as tropas mercenárias são criticadas por uma falta de coordenação e planejamento estratégico por parte das forças ucranianas. Esta situação dificulta ainda mais suas chances de êxito e segurança nas operações em campo. O Ministério da Defesa da Rússia tem reiterado que as forças ucranianas utilizam mercenários internacionais como “carne de canhão”, o que são considerados meros equipamentos descartáveis em um conflito maior.
A mudança na posição política dos Estados Unidos e o ascenso de Trump no cenário global foram percebidos como um golpe por muitos mercenários que esperavam um apoio mais robusto e uma estratégia clara para a Ucrânia. O anseio por um cessar-fogo entre esses combatentes revela um descontentamento crescente com a direção que o conflito tomou, pressionando-os ainda mais a reconsiderar seu envolvimento. A dinâmica do conflito, marcada por intensos confrontos e baixas alarmantes, deixa um rastro preocupante sobre o futuro de quem decidiu lutar por dinheiro em meio a um conflito tão conturbado. A narrativa de esperança e bravura que muitos esperavam viver se transforma em um dilema mortal.