A matéria foi formalmente apresentada na PGR pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), o que provocou uma série de discussões sobre a legalidade e a origem dos fundos utilizados no projeto. A PGR agora irá avaliar se existem evidências suficientes para instituir um inquérito, dirigir diligências preliminares ou até arquivar a denúncia.
A relatoria do caso foi atribuída a André Mendonça pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, que considerou pertinente a conexão com outras investigações já em andamento, especialmente aquelas relacionadas ao extinto banco Master. Essa redistribuição do processo ocorreu após uma avaliação de que os eventos envolvidos apresentavam uma relação intrínseca que justificava sua centralização sob a mesma autoridade.
Desde que Mendonça assumiu a relatoria, a tramitação do caso foi classificada como segredo de justiça de nível 3, seguindo o mesmo padrão aplicado em investigações ligadas ao banco Master. A expectativa é que o andamento do caso seja ágil, dada a relevância e a sensibilidade política do assunto.
Recentemente, uma perícia contratada pela produtora Go Up Entertainment estimou que o custo total da produção do filme ultrapassou os US$ 13,4 milhões, o que equivale a cerca de R$ 75 milhões. Essa quantia representa mais da metade de um total de R$ 134 milhões acordados entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, levantando questões sobre a legalidade da arrecadação e a possível utilização de verbas públicas.
No contexto atual, surgem preocupações acerca da transparência e da origem do financiamento cinematográfico, especialmente em um período eleitoral, onde as nuances políticas e éticas estão em alta discussão. O desdobramento deste caso poderá ter reflexos importantes na esfera pública e na imagem de figuras proeminentes no cenário político brasileiro.





