Segundo Cid, a discussão teve caráter informal, assemelhando-se a uma “conversa de bar”, um ambiente onde as críticas podem fluir com mais liberdade e espontaneidade. Quando Moraes insistiu por mais informações sobre os comentários feitos, Cid, em tom de descontração, respondeu que as mesmas críticas dirigidas ao ministro eram semelhantes às que haviam sido proferidas naquela reunião. Essa resposta provocou risadas no plenário, incluindo o próprio Moraes, que, ao se divertir com a situação, comentou que já estava “acostumado” com tais manifestações.
Contudo, é importante ressaltar que, apesar das ofensas verbais, Cid nega a existência de um plano concreto ou qualquer intenção de prejudicar o ministro. Segundo o ex-militar, a reunião foi marcada por comentários ácidos e trocas de memes, mas sem caráter de articulação ou organização para atingir Moraes de maneira pragmática. “Não havia uma ideia de ‘temos que acabar com ele’”, garantiu, desestimulando a ideia de que as críticas poderiam ser interpretadas como parte de uma estratégia mais profunda contra o ministro.
Essa situação ressalta as tensões políticas que permeiam o cenário atual e levanta questões sobre o comportamento de figuras públicas diante de críticas, além de refletir o clima tenso entre os poderes da República. As declarações de Cid e o modo como ele lidou com a pressão do interrogatório evidenciam a complexidade das interações dentro do ambiente político, onde humor e animosidade frequentemente se entrelaçam.





