O novo patrulheiro representa um avanço crucial na estratégia da Marinha, que busca fortalecer sua presença marítima e proteger a vasta área conhecida como Amazônia Azul, que abrange as águas territoriais brasileiras. Entre os navios já em operação, destacam-se o “Macaé” (P70), “Macau” (P71) e “Maracanã” (P72), além do “Mangaratiba” (P73), que está em construção, e o navio-patrulha “Magé” (P76), que também está programado para ser construído.
Em seu discurso durante a cerimônia, o almirante de esquadra Edgar Luiz Siqueira Barbosa, diretor-geral do Material da Marinha, enfatizou a importância do investimento em defesa, com foco na construção naval como indutor do desenvolvimento econômico e social. O programa Pronapa, parte das iniciativas do Novo Programa de Aceleração do Crescimento, prevê que a construção desses navios gere cerca de 7.500 empregos, entre diretos e indiretos, estimulando o conceito de conteúdo local e aumentando a capacidade da indústria nacional na fabricação de embarcações.
O navio Miramar terá 54,20 metros de comprimento e velocidade máxima de 21 nós. Ele estará equipado para missões de inspeção naval, patrulhamento e salvaguarda da vida humana no mar, especialmente nas áreas econômica exclusiva e territorial do Brasil. O cerimonial de batimento de quilha não apenas marca o início das obras, mas também simboliza o assentamento da peça inicial na estrutura do navio, que será construída em blocos. A expectativa é de que a união de esforços e investimentos nesse setor fortaleça ainda mais a Marinha e a indústria naval do país, preparando o Brasil para enfrentar desafios futuros em suas extensas águas.





