Durante uma visita à Espanha, Maldini e sua comitiva se reuniram com Guardiola em Barcelona. O ex-zagueiro descreveu a conversa como produtiva, afirmando que Guardiola estava bastante interessado na proposta de treinar a seleção italiana e chegou a esboçar possíveis escalações. No entanto, a ideia não se concretizou; o técnico espanhol decidiu recusar a oferta por questões de cansaço, após anos intensos na Premier League, em meio a uma cirurgia nas costas e a necessidade de descanso.
Além da busca por Guardiola, Maldini revelou que a Itália sonhou inicialmente com a possibilidade de contar com Carlo Ancelotti, técnico da seleção brasileira. Ancelotti, contudo, reafirmou seu compromisso com o Brasil, desejando boa sorte à FIGC em sua busca por um novo comandante. Essa sequência de negativas levou o ex-dirigente a considerar uma negociação com Andrea Pirlo, também um ícone do futebol italiano.
Entretanto, a tentativa de contratar Pirlo gerou controvérsias que culminaram na saída de Maldini e de Leonardo, consultor da federação. Giovanni Malagò, o presidente da FIGC, vetou a nomeação de Pirlo devido a uma relação comercial do ex-jogador com uma casa de apostas russa. As divergências em torno dessa decisão culminaram na demissão de Maldini e Leonardo, que haviam sido incumbidos de escolher o novo técnico da seleção.
Com a saída dos dois, a FIGC voltou seus olhos para Roberto Mancini, que havia sido campeão da Eurocopa em 2021. Anunciado oficialmente como novo treinador da Azzurra em 28 de julho, Mancini carrega a missão desafiadora de restaurar a glória de uma seleção que enfrenta a pior crise de sua história recente, tendo ficado fora de três Copas do Mundo consecutivas. O futuro do futebol italiano agora depende do trabalho de Mancini à frente da equipe, na recuperação de uma das potências do esporte mundial.
