ONS Decide Não Acionar Corte Emergencial de Energia no Dia dos Pais Após Gestão Eficiente do Sistema Elétrico

No Dia dos Pais, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) fez um anúncio relevante no que diz respeito à geração de energia no país. Antecipando-se a um possível cenário de crise energética, a entidade havia alertado as distribuidoras sobre a necessidade de um plano emergencial que poderia resultar em cortes na geração de eletricidade. Entretanto, para alívio geral, essa medida não foi necessária, uma vez que as condições se mostraram favoráveis ao longo do dia.

O plano de curtailment, como é denominado no jargão do setor, é acionado em situações em que há um desbalanceamento entre a produção e o consumo de energia. Normalmente, isso ocorre em momentos de grande geração, como no caso das hidrelétricas ou da energia solar, combinados com uma baixa demanda, como se costuma observar nos fins de semana. Neste contexto, o sistema elétrico pode enfrentá-lo em seus limites operacionais, aumentando o risco de um colapso e, consequentemente, um apagão.

Tradicionalmente, o ONS busca equilibrar o sistema através da redução da oferta de energia gerada por usinas que estão sob sua supervisão direta. Quando esta estratégia não é suficiente, ele é forçado a ampliar o curtailment para incluir pequenas usinas, que não estão sob seu controle, como usinas eólicas e solares de menor porte, bem como centrais de biomassa.

Este domingo em particular foi marcado pela forte produção de energia solar gerada em telhados. A baixa demanda, característica dos fins de semana, também contribuía para um cenário de superoferta. O ONS ressaltou que, mesmo com a necessidade de cortes potenciais previamente comunicados aos agentes envolvidos, a habilidade de gerir os recursos disponíveis foi suficiente para evitar a adoção de medidas drásticas.

O histórico deste dia em anos anteriores revela que o sistema elétrico já enfrentou estresses consideráveis. No Dia dos Pais do ano passado, a demanda estava fortemente influenciada pela geração distribuída, com 37,6% do total gerado por fontes não centrais. Para equilibrar essa situação, o ONS teve que reduzir de forma drástica a operação de usinas, cortando praticamente todas as contribuições de grande escala às vezes, limitando a apenas 2 gigawatts de geração flexível disponíveis para gerenciamento.

Essa experiência ressalta a importância de uma operação cuidadosa e em tempo real da rede elétrica, especialmente em feriados e datas comemorativas, quando as famílias se reúnem e a produção solar caseira tende a aumentar, criando uma nova dinâmica no consumo e na oferta de energia no país.

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