Segundo as autoridades, a mãe e o filho atuavam em conluio para fraudar vítimas em transações imobiliárias. A mulher ocupava o papel de intermediadora, criando contratos de aluguel e vendendo propriedades que, na realidade, não estavam disponíveis para negociação. Por sua vez, o filho se passava por corretor, conferindo uma falsa legitimidade ao processo e atrapalhando o discernimento das vítimas. Um dos golpes mais audaciosos da dupla envolveu a arrecadação de R$ 20 mil como sinal de um imóvel que já havia sido vendido para outro comprador anteriormente.
As investigações revelaram que a mãe dependia dos golpes como seu principal meio de vida. Com um longo histórico criminal, ela possui 45 registros de ocorrências relacionados a fraudes, além de 22 anotações adicionais por outros delitos. O filho também já é alvo de investigações em outros inquéritos na mesma delegacia, indicando um padrão familiar no envolvimento com atividades ilícitas.
Com o avanço das investigações, a Justiça acatou o pedido de indiciamento por crimes, incluindo estelionato e formação de organização criminosa. Também foi autorizado o bloqueio de contas bancárias e bens pertencentes aos envolvidos. Em uma tentativa de evitar a ação policial, a dupla mudava frequentemente de lugar, chegando inclusive a se esconder na cidade vizinha de Macaé.
A operação foi um fruto de um trabalho meticuloso de inteligência policial, que envolveu o cruzamento de dados com a Polícia Federal. A ação culminou na localização da mãe e do filho no bairro Reserva do Peró, conhecido por ser um dos pontos turísticos mais valorizados da região, aumentando a gravidade do caso em questão. A prisão da dupla é uma resposta firme das autoridades frente a fraudes que afligem a população e alertam sobre a necessidade de maior vigilância em transações imobiliárias.
