Em depoimento realizado no hospital, Larissa relatou ter sentido dores intensas após uma queda enquanto corria para pegar um ônibus na noite anterior ao parto. Ela revelou que já estava ciente da gravidez há dois a três meses, mas expressou claramente sua intenção de não querer a criança. “Eu pretendia dar a criança ou deixá-la com ele. Já tinha deixado bem claro que não queria o neném”, afirmou.
No dia do parto, segundo seu relato, o trabalho de parto começou após um episódio de sangramento. O preparo para o nascimento foi realizado em condições precárias, em uma varanda, sobre um pedaço de papelão. Quando Bruno chegou ao local, o bebê já estava chorando. De acordo com Larissa, mesmo com o choro do recém-nascido, o casal decidiu acabar com a vida da criança. “Eu não quero a criança”, disse Larissa, e o pai respondeu: “Então, eu também não quero”, relataram as autoridades.
O relato contradiz a versão apresentada por Bruno, que alega que sua companheira foi a única responsável pela morte e que ele apenas auxiliou na ocultação do corpo. Em detalhes que intensificam a complexidade da situação, Larissa afirmou que, após o ato, ela se afastou e não viu mais o bebê. Bruno teria retornado para informar que a criança ainda apresentava sinais de vida. “Ele é muito forte, ele chorou muito ainda”, teria dito ele.
Após o crime, Larissa pediu a Bruno que escondesse o corpo do recém-nascido, um pedido que leva a reflexão sobre o estado emocional e psicológico do casal. O caso ainda está sob investigação e promete novas revelações nas próximas etapas do processo judicial, enquanto a comunidade local se mobiliza em torno da tragédia que abalou a cidade.
