Maduro exibe força militar em meio a ameaças dos EUA e convocação de alistamentos em resposta ao envio de navios de guerra ao Caribe.

Na última sexta-feira, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fez uma aparição pública vestindo uniforme militar durante uma visita às tropas. Esta exibição de força ocorre em um contexto delicado, marcado pela chegada de cinco navios de guerra dos Estados Unidos ao sul do Caribe. Maduro, em suas declarações, enfatizou que o país se encontra preparado para “defender a paz e a soberania nacional”, referindo-se às atividades militares dos EUA que considera uma ameaça direta.

Os Estados Unidos justificam a operação argumentando que o objetivo é combater o narcotráfico na região, um ponto que, por sua vez, repercutiu negativamente nas relações já tensas entre os dois países. Com o anúncio do envio de aproximadamente 4 mil militares, a situação se torna ainda mais complexa, especialmente após o aumento da recompensa por informações que levem à captura de Maduro, que agora chega a US$ 50 milhões. Essa recompensa foi acompanhada por denúncias de que o presidente venezuelano estaria à frente de um cartel internacional de drogas, intensificando a pressão sobre seu governo.

Como uma contrapartida a essa movimentação externa, Maduro anunciou a convocação de novos alistamentos para a Milícia Bolivariana, uma força composta por civis, enfatizando a necessidade de uma defesa nacional robusta frente ao que considera um cerco imperialista. Ademais, ele destacou a importância da cooperação militar com a Colômbia, especialmente na zona de fronteira, um aspecto que pode influenciar tanto a dinâmica interna do país quanto suas relações bilaterais.

Por outro lado, a oposição interna não permanece em silêncio. Líderes opositores argumentam que a mobilização das forças americanas ilustra o enfraquecimento do governo de Maduro, sugerindo que a pressão externa poderia ser uma oportunidade para um movimento mais forte pela resistência ao chavismo. Este cenário aponta para uma escalada nas tensões locais e internacionais, com consequências que podem se desdobrar tanto na esfera política quanto militar, refletindo a fragilidade de uma das nações mais instáveis da América Latina.

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