Os Estados Unidos justificam a operação argumentando que o objetivo é combater o narcotráfico na região, um ponto que, por sua vez, repercutiu negativamente nas relações já tensas entre os dois países. Com o anúncio do envio de aproximadamente 4 mil militares, a situação se torna ainda mais complexa, especialmente após o aumento da recompensa por informações que levem à captura de Maduro, que agora chega a US$ 50 milhões. Essa recompensa foi acompanhada por denúncias de que o presidente venezuelano estaria à frente de um cartel internacional de drogas, intensificando a pressão sobre seu governo.
Como uma contrapartida a essa movimentação externa, Maduro anunciou a convocação de novos alistamentos para a Milícia Bolivariana, uma força composta por civis, enfatizando a necessidade de uma defesa nacional robusta frente ao que considera um cerco imperialista. Ademais, ele destacou a importância da cooperação militar com a Colômbia, especialmente na zona de fronteira, um aspecto que pode influenciar tanto a dinâmica interna do país quanto suas relações bilaterais.
Por outro lado, a oposição interna não permanece em silêncio. Líderes opositores argumentam que a mobilização das forças americanas ilustra o enfraquecimento do governo de Maduro, sugerindo que a pressão externa poderia ser uma oportunidade para um movimento mais forte pela resistência ao chavismo. Este cenário aponta para uma escalada nas tensões locais e internacionais, com consequências que podem se desdobrar tanto na esfera política quanto militar, refletindo a fragilidade de uma das nações mais instáveis da América Latina.