Maduro Apoia Negociações Diretas entre Rússia e Ucrânia como Caminho para a Paz em Conferência

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, expressou recentemente seu apoio à proposta de seu colega russo, Vladimir Putin, para a realização de negociações de paz com a Ucrânia, sugeridas para ocorrer em Istambul, na Turquia. Durante uma coletiva de imprensa, Maduro ressaltou a importância de um diálogo direto entre Moscou e Kiev, ressaltando que esse processo deve ocorrer sem a interferência de agentes externos.

Em suas declarações, o mandatário venezuelano destacou a necessidade de um entendimento mútuo entre os dois países. Ele enfatizou que a guerra não é a solução para os conflitos e que a verdadeira paz só pode ser alcançada por meio do diálogo. “Expressamos o total apoio do povo da Venezuela. Essa é uma visão compartilhada por muitos outros países e governos da América Latina e do Caribe, que também acreditam na necessidade de retomar as negociações”, afirmou Maduro, evidenciando uma posição cada vez mais alinhada com a Rússia em cenários internacionais.

A declaração de Maduro segue a posição do Kremlin, que já havia manifestado sua intenção de retomar as discussões de paz com a Ucrânia, com a possibilidade de reencontrar representantes ucranianos a partir de meados de maio. O presidente russo, Vladimir Putin, já havia comunicado que estava disposto a se encontrar com a delegação ucraniana e avaliar as propostas previamente discutidas até a interrupção das negociações em abril de 2022.

Essa abordagem tende a reafirmar a visão de Maduro sobre a necessidade de soluções diplomáticas, especialmente em um contexto global onde as tensões estão altas. A insistência na mediação direta entre as partes envolvidas pode ser interpretada não apenas como uma tentativa de restaurar a paz na região, mas também como uma estratégia política do governo venezuelano para fortalecer laços com a Rússia, ao mesmo tempo em que critica a influência ocidental nas questões internacionais. A situação na Ucrânia, portanto, continua a ser um tema central de debate, não apenas para os implicados diretamente, mas também para aliados como a Venezuela, que buscam uma postura crítica em relação às dinâmicas globais atuais.

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