Chico Filho destacou o bairro Santa Lúcia, na região alta da cidade, onde a Sanama é responsável por obras. “É um absurdo o que está acontecendo. A empresa corta as ruas, deixa tudo esburacado e as famílias pagam o preço por conta de obras inacabadas”, disse. Ele enfatizou que vários pontos no bairro se tornaram intransitáveis após os serviços, que deveriam melhorar a infraestrutura da região, serem realizados de forma inadequada.
O alerta do presidente da câmara ecoou entre os demais parlamentares. O vereador Jônatas Omena relatou que, em áreas como o Vergel do Lago e Ponta Grossa, a BRK Ambiental também abandonou buracos nas ruas após intervenções incompletas. Cal Moreira, por sua vez, chamou atenção para a situação na Pintaguinha, onde a Sanema cortou o pavimento e ainda impôs taxas de mais de R$ 400,00 aos moradores para serviços de saneamento, intensificando o descontentamento local.
A vereadora Teca Nelma se alinhou ao coro por maior fiscalização e sugeriu a criação de uma Agência de Regulamentação Municipal para garantir que as concessionárias cumpram adequadamente suas obrigações em benefício das comunidades. Para o vereador Galba Netto, é crucial que o Legislativo atue em defesa da implementação do Serviço Autônomo de Água e Esgoto, reforçando a necessidade de um controle mais rigoroso dessas empresas.
O vereador David do Emprego também levantou uma preocupação histórica, lembrando que a Companhia de Água e Saneamento de Alagoas (Casal) não mantinha comunicação adequada com a Prefeitura, já tendo realizado obras de implantação de rede em locais onde a prefeitura havia previamente asfaltado. Diante de tantas críticas e relatos de transtornos, a Câmara Municipal de Maceió se vê diante do desafio de agir para assegurar serviços de qualidade, refletindo a urgência de um diálogo mais eficaz entre as concessionárias e a gestão pública.





