Dentre esse grupo, a Stone (ticker STNE) destacou-se liderando as altas com uma valorização de 7,39%, encerrando o dia cotada a US$ 11,05, com um volume expressivo de quase 9,9 milhões de ações negociadas, o que elevou seu valor de mercado para US$ 2,69 bilhões. O Inter (INTR), por sua vez, seguiu de perto, registrando um aumento de 7,11%, alcançando US$ 6,18 com a circulação de 7,1 milhões de papéis, totalizando um valor de mercado de US$ 2,73 bilhões. A XP Inc. (XP) também teve um desempenho notável, subindo 6,12% e atingindo US$ 17,69 ao fim da jornada, com 8,91 milhões de ações transacionadas e uma capitalização de US$ 9,14 bilhões.
Outras empresas do setor também compartilharam o otimismo desta sessão, como o PagBank (PAGS), que avançou 4,13% para US$ 9,32, e a Nu Holdings (NU), que obteve um crescimento de 4,07%, alcançando US$ 12,79 com um volume surpreendente de 65 milhões de ações negociadas, fazendo dela a fintech com maior valor de mercado no Brasil, estimado em US$ 62,18 bilhões. O PicPay (PICS) e o Agibank (AGBK) também tiveram suas pequenas elevações, mas com volume de ações bem menor.
O mês de maio, no entanto, foi repleto de desafios para essas fintechs. A divulgação dos resultados do primeiro trimestre trouxe incertezas. O Nubank, por exemplo, viu suas ações caírem significativamente após reportar uma inadimplência de 5% e uma elevação inesperada nas provisões de crédito. Essa situação impactou diretamente o mercado, arrastando outras fintechs em uma espiral negativa.
A Stone sofreu uma penalização severa após uma mudança nas recomendações do Citi, e o Inter, mesmo apresentando lucros recordes, viu seu valor de mercado despencar mais de 15% em resposta ao descontentamento dos investidores. Essas reações mostraram o quão sensível o mercado está em relação a indicadores de desempenho e as perspectivas futuras das fintechs.
A recuperação das ações, portanto, foi fascinante de observar, especialmente quando coincidia com um dia positivo nas bolsas americanas, onde as altas foram notadas em índices importantes como o S&P 500 e o Dow Jones. A queda da percepção de risco geopolítico, ligada a declarações sobre negociações em curso entre os Estados Unidos e o Irã, também contribuiu para esse sentimento otimista entre os investidores, sinalizando um possível alívio nas tensões no mercado financeiro.





