Fintechs brasileiras Recuperam Força nas Bolsas dos EUA com Alta até 7,39% Após Semanas de Resultados Frustrantes e Queda nas Ações

As fintechs brasileiras que têm suas ações negociadas nas bolsas dos Estados Unidos experimentaram uma recuperação significativa nesta quarta-feira, 20 de maio, após semanas de instabilidade e descontentamento do mercado em relação aos seus recentes resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026. Apesar de não eliminarem as perdas anteriores, as empresas conseguiram, nesta data, um respiro positivo em um ambiente de negócios que se mostrava favorável na New York Stock Exchange (NYSE) e na Nasdaq.

Dentre esse grupo, a Stone (ticker STNE) destacou-se liderando as altas com uma valorização de 7,39%, encerrando o dia cotada a US$ 11,05, com um volume expressivo de quase 9,9 milhões de ações negociadas, o que elevou seu valor de mercado para US$ 2,69 bilhões. O Inter (INTR), por sua vez, seguiu de perto, registrando um aumento de 7,11%, alcançando US$ 6,18 com a circulação de 7,1 milhões de papéis, totalizando um valor de mercado de US$ 2,73 bilhões. A XP Inc. (XP) também teve um desempenho notável, subindo 6,12% e atingindo US$ 17,69 ao fim da jornada, com 8,91 milhões de ações transacionadas e uma capitalização de US$ 9,14 bilhões.

Outras empresas do setor também compartilharam o otimismo desta sessão, como o PagBank (PAGS), que avançou 4,13% para US$ 9,32, e a Nu Holdings (NU), que obteve um crescimento de 4,07%, alcançando US$ 12,79 com um volume surpreendente de 65 milhões de ações negociadas, fazendo dela a fintech com maior valor de mercado no Brasil, estimado em US$ 62,18 bilhões. O PicPay (PICS) e o Agibank (AGBK) também tiveram suas pequenas elevações, mas com volume de ações bem menor.

O mês de maio, no entanto, foi repleto de desafios para essas fintechs. A divulgação dos resultados do primeiro trimestre trouxe incertezas. O Nubank, por exemplo, viu suas ações caírem significativamente após reportar uma inadimplência de 5% e uma elevação inesperada nas provisões de crédito. Essa situação impactou diretamente o mercado, arrastando outras fintechs em uma espiral negativa.

A Stone sofreu uma penalização severa após uma mudança nas recomendações do Citi, e o Inter, mesmo apresentando lucros recordes, viu seu valor de mercado despencar mais de 15% em resposta ao descontentamento dos investidores. Essas reações mostraram o quão sensível o mercado está em relação a indicadores de desempenho e as perspectivas futuras das fintechs.

A recuperação das ações, portanto, foi fascinante de observar, especialmente quando coincidia com um dia positivo nas bolsas americanas, onde as altas foram notadas em índices importantes como o S&P 500 e o Dow Jones. A queda da percepção de risco geopolítico, ligada a declarações sobre negociações em curso entre os Estados Unidos e o Irã, também contribuiu para esse sentimento otimista entre os investidores, sinalizando um possível alívio nas tensões no mercado financeiro.

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