A atuação das Unidades de Saúde localiza-se na vanguarda deste esforço, proporcionando o ambiente necessário para a detecção e o diagnóstico eficaz da hanseníase. Confirmada a doença, o tratamento disponível torna-se vital para evitar complicações irreversíveis. O protocolo de tratamento inclui uma dose mensal de medicação, supervisionada por profissionais, além de doses para autoadministração, com duração variando de 6 a 12 meses, dependendo do estágio de detecção. Essas medicações, sem custo, são fornecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Indivíduos que apresentam sintomas suspeitos de hanseníase são incentivados a buscar atendimento imediato nas unidades de saúde. Quando necessário, são encaminhados para uma rede especializada. De acordo com Vânia Bernardino, responsável pelo Programa de Controle da Hanseníase em Maceió, a dificuldade de diagnóstico precoce frequentemente está associada à falta de informação e ao temor do diagnóstico.
Vânia ressalta que “a informação é a melhor arma contra o estigma e o preconceito associados à hanseníase, permitindo que as pessoas identifiquem sinais precocemente, busquem unidades de saúde e sigam o tratamento adequado.” A estratégia inclui divulgação dos sintomas, acolhimento eficiente e envolvimento em campanhas nacionais e municipais, visando ampliar a identificação precoce dos casos e fortalecer as ações preventivas e de tratamento.
A iniciativa busca não apenas tratar adequadamente quem já foi diagnosticado, mas também educar a população para combater estigmas e promover um ambiente mais receptivo e informado sobre a hanseníase.




