MACEIÓ – “Maceió busca equidade no ambiente escolar por meio do Letramento Racial Crítico e da valorização da diversidade étnico-racial.”

Para Leila Costa, assistente social da Escola Municipal Higino Belo, localizada em Maceió, a luta antirracista é uma questão de grande relevância, que deve ser abordada de forma contínua e constante. Ela recebeu o estímulo para promover a valorização de temáticas étnico-raciais durante as aulas regulares na escola.

O projeto “Iluminar”, criado por Leila, foi desenvolvido na escola com o intuito de incluir mais diversidade na literatura infantil, promovendo debates lúdicos sobre vários assuntos, como bullying, Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), combate ao abuso sexual infantil, e a diversidade étnico-racial. A escola passou a trabalhar com livros que incentivam a autoafirmação e o empoderamento, como “Meu Cabelo Não é para Seu Governo”, “O Garoto Marrom” e “O Cabelo de Lelê”.

Leila também realizou pesquisas sobre a literatura distribuída na escola e constatou que a maioria das obras evidenciava personagens europeus e brancos. Ela acredita que é necessário reconstruir essa literatura, inserindo nas atividades escolares ações que desconstroem imagens, reafirmam identidades e promovem referências positivas.

Na Escola Higino Belo, 70% das crianças são negras e vivem em comunidades periféricas em situação de vulnerabilidade. Leila defende que a escola deve trabalhar a identidade e a inclusão das crianças, construindo conhecimento sócio-cultural e desafiando as estruturas enraizadas na sociedade. Ela acredita que a escola precisa ter uma postura dinâmica e acolhedora, promovendo a desconstrução de ideias preconcebidas.

Além disso, Isa Cajé, professora e coordenadora pedagógica do CMEI Silvânio Barbosa em Maceió, também utiliza o Letramento Racial Crítico como uma forma de promover a valorização da identidade étnico-racial das crianças. Ela realiza diversas atividades que fazem com que as crianças se empoderem e se identifiquem com suas origens.

Professora Isa promove a confecção de bonecas e bonecos pretos, leitura de livros com temática afro e indígena, construção de autorretratos e realização de apresentações culturais. Ela acredita que é essencial abordar essas questões com as crianças todos os dias, sem a necessidade de esperar o mês de novembro, conhecido como o mês da Consciência Negra.

Para esses profissionais da educação, a luta antirracista e a promoção do letramento racial são essenciais para a inclusão e equidade das crianças negras e indígenas nas instituições de ensino, contribuindo para a construção de uma sociedade mais igualitária e justa para todos.

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