Durante o evento, que conta com a presença de líderes de várias nações, os participantes têm debatido um total de oito documentos. Entretanto, o Brasil decidiria apoiar apenas três deles, enquanto rejeitou dois dos três textos que foram divulgados ao longo da terça-feira. Essa escolha reflete uma estratégia diplomática cuidadosa, onde o governo brasileiro tenta inserir questões consideradas prioritárias, como a luta contra a mudança climática, a reforma de instituições multilaterais e o fortalecimento do papel da Organização Mundial da Saúde (OMS) na coordenação de assuntos de saúde global.
Esses tópicos, de acordo com a avaliação das autoridades brasileiras, são sensíveis para a administração de Trump e, portanto, o país está navegando com cautela nas discussões. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que lidera a delegação brasileira na cúpula, já se reuniu com várias personalidades importantes, incluindo o presidente da França, Emmanuel Macron, o presidente da Suíça, Guy Parmelin, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Além disso, Lula teve um encontro com o presidente do Conselho Europeu, António Costa.
As necessidades de diálogo bilaterais seguem em pauta, e há expectativa para que Lula se reúna também nesta quarta-feira, 17, com o presidente do Egito, Abdel Fattah Al-Sisi, e com o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, atendendo a um pedido do governo da Ucrânia. A cúpula do G7, portanto, se configura como um espaço delicado, onde o Brasil busca afirmar sua posição e interesses, mesmo diante das complexas dinâmicas políticas que permeiam as relações internacionais atuais.





