A proposta tem sido bem recebida pelas usuárias. Elenira dos Santos, dona de casa, expressa sua satisfação com o serviço, destacando a sensação de segurança e tranquilidade proporcionada. “Achei maravilhoso. Nos sentimos mais seguras, sem medo de assédio”, compartilhou ela, que já utilizou o serviço por duas vezes.
Em um cenário onde a violência de gênero ainda é uma preocupação, o programa busca oferecer um ambiente seguro. Thamires Luna, professora, ressalta como “o conforto e a tranquilidade garantem mais confiança na utilização do transporte público”.
O projeto-piloto opera em quatro linhas estratégicas, definidas após cuidadoso estudo da demanda: Benedito Bentes/Jatiúca, Eustáquio Gomes/Cruz das Almas, Clima Bom/Ponta Verde e Eustáquio Gomes/Ponta Verde. Reconhecíveis por sua cor rosa, os ônibus são vendidos sob a administração de motoristas, preferencialmente mulheres, e incluem comodidades como ar-condicionado, entradas USB, e acessibilidade para cadeirantes.
Homens podem embarcar apenas quando acompanhando mulheres com deficiência. Isso reforça a segurança no uso do transporte público, ampliando o direito ao ir e vir com dignidade.
O diretor do DMTT, André Costa, destaca que o retorno positivo das usuárias valida o comprometimento da gestão municipal com as mulheres. “Queremos que o transporte coletivo seja também um espaço de acolhimento”, afirmou. A iniciativa não se resume apenas a uma medida de mobilidade, mas reflete uma verdadeira transformação social na construção de uma cidade mais inclusiva para as mulheres.





