MACEIÓ – Casa do Autista em Maceió: Rede de Apoio e Acolhimento para Famílias de Crianças com TEA

O cotidiano de cuidar de crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) é repleto de desafios e descobertas. Em Maceió, a Casa do Autista tem se posicionado como um importante ponto de apoio para as famílias, promovendo rodas de conversa e momentos de acolhimento. Essas iniciativas são voltadas especialmente para pais, mães e responsáveis, oferecendo um espaço para compartilhar experiências e fortalecer laços.

A proposta da Casa do Autista é proporcionar um cuidado integral, entendendo que o suporte às famílias é crucial para o desenvolvimento e qualidade de vida das pessoas com autismo. A psicóloga Brenda Alves ressalta a importância desses encontros, destacando que muitos pais chegam fragilizados pelo diagnóstico de seus filhos e carecem de um espaço seguro para expressar suas preocupações e desafios.

Ancieser Maria Solto Borges, avó de um dos assistidos, compartilhou sua experiência positiva, destacando o valor do acolhimento e do aprendizado proporcionado pelos encontros. Ela, que vive sozinha com o neto diagnosticado com microcefalia, autismo e TDAH, encontrou na Casa do Autista um ambiente de apoio essencial para enfrentar o dia a dia.

Fabiana Lisboa, diretora-geral da instituição, sublinha que os atendimentos psicológicos individualizados são componentes fundamentais do projeto, oferecendo orientação e apoio emocional aos responsáveis. Esses momentos ampliam o acesso à informação e reforçam as competências parentais, contribuindo para uma rede de apoio mais robusta.

Além disso, a Casa do Autista oferece grupos terapêuticos, oficinas e encontros psicoeducativos, abordando temas como desenvolvimento infantil, inclusão escolar, e saúde mental dos cuidadores. Camila Porciuncula, diretora-presidente do Maceió Saúde, reforça que o acolhimento das famílias é parte essencial do compromisso com uma assistência humanizada.

A Casa do Autista segue ampliando seu cuidado com uma equipe multiprofissional dedicada, evidenciando que o acolhimento familiar é um componente vital no processo de inclusão e qualidade de vida para as crianças e adolescentes com TEA. Para acessar os serviços, é necessário abrir um processo junto à Secretaria Municipal de Saúde, que realiza a análise e regulação dos casos, priorizando aqueles que ainda não têm acesso à rede pública.

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