A decisão da OAM pegou muitos trabalhadores de surpresa, que se depararam com a negativa de atendimento em hospitais, clínicas e consultórios quando mais precisavam de assistência médica. Essa atitude não foi acompanhada de qualquer aviso prévio, o que gerou um clima de revolta entre os profissionais da mídia.
Um dos principais pontos levantados pelo sindicato refere-se à origem dos recursos utilizados para custear os planos de saúde. De acordo com a nota, os valores seriam integralmente pagos pelos colaboradores, através de descontos mensais em suas folhas de pagamento. “É alarmante que o pagamento dos planos de saúde, que é responsabilidade dos trabalhadores, não tenha sido repassado à operadora pela OAM”, afirmou a diretoria do sindicato em seu manifesto.
O impacto dessa situação não se limita ao aspecto financeiro; ela também trouxe um peso psicológico para os profissionais e seus familiares. A insegurança gerada pela falta de assistência médica afetou a tranquilidade de dezenas de trabalhadores, criando um ambiente tenso e preocupante.
Nos últimos dias, representantes do sindicato tentaram dialogar com a gestão da OAM para resolver a questão, mas enfrentaram apenas promessas evasivas. A expectativa de regularização até uma última sexta-feira não se concretizou, levando o Sindjornal a acionar seu departamento jurídico. Este já está avaliando quais ações poderiam ser tomadas, com a meta de reestabelecer imediatamente o atendimento médico e investigar a possibilidade de reivindicar danos morais pelos transtornos causados.
A nota de repúdio também critica o histórico administrativo da OAM, sugerindo que episódios semelhantes já ocorreram no passado, incluindo questões relacionadas ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) dos funcionários, o que levanta preocupações sobre o compromisso da organização com seus colaboradores e a Justiça do Trabalho. Até o fechamento desta reportagem, o conglomerado de mídia não havia emitido qualquer declaração oficial sobre as acusações que foram feitas.





