Com o objetivo de compreender as necessidades individuais de cada usuário, até o dia 29 de maio, uma equipe diversificada de especialistas realiza avaliações de perfil e triagens diagnósticas. Psicólogos, pedagogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, entre outros profissionais, participam ativamente deste processo, buscando definir os planos terapêuticos personalizados.
As sessões de triagem têm duração média de 45 minutos e incluem atividades e observações das crianças enquanto os pais aguardam no local. De acordo com Fabiana Lisboa, diretora-geral da Casa do Autista, esse é um momento crucial para garantir que o atendimento seja individualizado e humanizado.
O início das triagens representa um marco não apenas para as famílias, mas também para todos os envolvidos no projeto. Para muitos, a abertura da Casa do Autista é a realização de um desejo antigo de proporcionar um espaço de acolhimento e desenvolvimento acessível e eficaz. Durante o processo avaliativo, a equipe também coleta informações detalhadas dos pais, garantindo uma visão abrangente das necessidades das crianças e adolescentes.
A diretora-presidente do Maceió Saúde, Camila Porciúncula, reforça a importância de um preparo meticuloso da equipe para iniciar as atividades de forma segura e acolhedora. Com uma capacidade de cerca de seis mil atendimentos mensais, a Casa do Autista oferece um ambiente cuidadosamente planejado, que inclui neuropediatria, psiquiatria infantil, musicoterapia, e até uma “minicidade” denominada Maceiozinha, destinada a simular situações cotidianas para os jovens.
O acesso aos serviços é coordenado pela Secretaria de Saúde de Maceió, que realiza uma triagem inicial para direcionamento adequado às necessidades dos usuários, seja na Casa do Autista ou em outros centros especializados. Assim, Maceió avança em sua proposta de atendimento inclusivo e qualificado para pessoas com TEA.





