Durante a conversa telefônica, Lula fez questão de esclarecer sua ausência, afirmando que não participa de eventos religiosos em anos eleitorais para evitar qualquer mal-entendido sobre suas intenções políticas. Segundo ele, essa decisão é uma forma de preservar a sacralidade do evento e não transmitir a ideia de estar buscando vantagens políticas em um contexto que deveria ser de pura devoção e fé. A frase do presidente ressoou com força em um momento onde as fronteiras entre religião e política estão frequentemente em discussão, especialmente em um ano de eleições.
“Eu não participo de nada da religião na época de eleição, porque eu não quero passar a ideia de que estou tentando ter benefícios políticos de uma coisa sagrada”, afirmou Lula durante a ligação, que foi recebida com atenção por Messias. Essa declaração é especialmente relevante considerando que, no mesmo evento, representantes do governo e da oposição compartilhavam o mesmo palco, um trio elétrico, o que poderia gerar polêmicas em um cenário eleitoral tão conturbado.
Além de deixar claro seu posicionamento ético, Lula expressou sua alegria em relação à Marcha para Jesus, relembrando sua ligação histórica com o evento. Ele ressaltou que a celebração era algo significativo para ele, ao lembrar que sancionou, em setembro de 2009, a lei que estabeleceu oficialmente o Dia Nacional da Marcha para Jesus, sublinhando a importância do evento no contexto da cultura e da fé no Brasil. A aproximação e o diálogo com a comunidade evangélica continuam a ser temas centrais nas estratégias políticas do atual governo, enquanto o equilíbrio entre a religião e a política permanece um desafio constante.





