O presidente defendeu a necessidade dos vetos realizados e afirmou que Zema deveria agradecer pelo acordo feito, já que, segundo Lula, somente Jesus Cristo seria capaz de promover tal ação a favor das unidades federativas. Durante a cerimônia de assinatura da concessão da BR-381/MG, Lula destacou a importância das medidas tomadas para beneficiar os estados que não conseguiram cumprir com suas dívidas.
Romeu Zema, por sua vez, criticou o governo federal, acusando-o de querer que os estados arquem com as consequências de suas próprias gestões financeiras inadequadas. Em suas palavras, Zema questionou a manutenção de 39 ministérios, gastos excessivos com viagens e no Palácio da Alvorada, assim como a falta de transparência nos gastos com o cartão corporativo.
Lula rebateu as críticas de Zema, sugerindo que o governador deveria realizar uma pesquisa para encontrar algum presidente da República que nunca tenha vetado medidas propostas por governadores ou prefeitos. O presidente classificou a fala de Zema como desnecessária e reiterou a importância das ações tomadas em prol dos estados endividados. A troca de farpas entre Lula e Zema evidencia a tensão entre governantes de diferentes esferas em relação às questões financeiras e administrativas do país.