O cardiologista Roberto Kalil Filho, que dirige a equipe médica do presidente, assegurou que, apesar dos procedimentos, não há motivo para preocupação. “O procedimento ocorreu sem intercorrência. Ele deverá permanecer mais algumas horas no hospital e deve ir para casa hoje”, comentou Kalil. A lesão removida foi diagnosticada como um carcinoma basocelular, o tipo mais comum de câncer de pele, que apresenta baixo risco de disseminação.
Além da remoção da lesão, Lula também enfrentou a cauterização de uma queratose no couro cabeludo, uma condição comum que resulta do acúmulo de pele. Em fevereiro deste ano, o presidente já havia realizado um procedimento semelhante. Kalil ainda descartou qualquer relação entre essas questões de pele e a queda que Lula sofreu no Palácio da Alvorada em outubro de 2024, onde ele precisou de pontos após batida na cabeça.
O presidente também foi tratado para tendinite no punho direito, uma condição que causa dor e inflamação no tendão. Foram aplicados medicamentos anti-inflamatórios diretamente na área afetada, uma abordagem que é utilizada quando a fisioterapia não proporciona alívio suficiente.
Após os procedimentos, Lula deve passar o fim de semana se recuperando em sua residência em Pinheiros, São Paulo. Sua participação no encerramento do Congresso do PT, agendado para domingo em Brasília, ainda é incerta. No entanto, já são esperadas viagens ao interior de São Paulo na próxima segunda-feira, com compromissos em Presidente Prudente e Andradina, focando na inauguração de um novo centro de radioterapia e na apresentação de iniciativas voltadas à agricultura familiar. A equipe médica acredita que, dentro de dois dias, Lula poderá retomar sua agenda habitual sem problemas.







