Em um ponto de seu discurso, Lula foi claro: “nem chinês, nem americano, nem francês vai meter o dedo nas nossas terras raras”. Essa afirmação ocorre em um contexto delicado, onde o Brasil negocia com os Estados Unidos o impacto de tarifas impostas pelo governo anterior, que havia pressionado o país a restringir investimentos estrangeiros no setor de recursos estratégicos.
O presidente enfatizou que há muitas partes interessadas nas riquezas minerais brasileiras e defendeu que essas devem ser utilizadas para o benefício do povo. Para ele, o assunto das terras raras será uma prioridade, junto com a segurança nacional, caso retome a presidência.
Lula também abordou a questão da defesa, destacando a necessidade de aumentar os investimentos nesse âmbito. Ele citou a situação do presidente venezuelano Nicolás Maduro como um alerta para que o Brasil se prepare contra possíveis intervenções externas. “Eu quero estar preparado para que ninguém invada este país”, declarou.
Além disso, o candidato ressaltou a importância de a esquerda brasileira encarar suas responsabilidades em relação à defesa e criticou a percepção de que o Executivo deve se distanciar desse tema. Lula mencionou ainda a tendência de perda de poder do Executivo diante do Congresso e prometeu uma disputa em relação às emendas parlamentares em um novo governo.
A convenção contou com a presença de diversas lideranças do partido e aliados, entre eles o vice-presidente Geraldo Alckmin, que destacou a relevância das eleições de 2022 para o futuro da democracia no Brasil. Também participaram do evento figuras como Fernando Haddad, Marina Silva, Simone Tebet, Benedita da Silva e Márcio França.
A chapa de Lula à reeleição contará com apoio de várias federações e partidos, incluindo a aliança com o PSB e a manutenção de Alckmin como vice. A mobilização demonstra o propósito do PT em fortalecer sua posição para os desafios que se avizinham.
