As declarações de Lula foram diretas e provocativas. Ele afirmou que o cidadão fluminense não espera grandes obras de infraestrutura, como viadutos ou pontes, mas sim a prisão dos responsáveis por extorquir e oprimir a população. “O que essas pessoas esperam de você nesses meses? Trabalhe para prender todos os ladrões que governaram esse estado”, exclamou Lula, ao pedir que Couto se concentre em erradicar a influência das milícias no Rio.
Durante seu discurso, o presidente também expressou indignação ao observar que a segurança pública da cidade mais famosa do mundo continua ameaçada pelo crime organizado. Ele destacou a gravidade da situação afirmando que a presença de facções criminosas controla parte do território carioca, algo inaceitável para uma metrópole de tal relevância internacional.
Para fortalecer a luta contra a criminalidade, Lula reafirmou o comprometimento do governo federal em apoiar Couto, especialmente para a criação do Ministério da Segurança Pública. Esta criação está condicionada à aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/25 pelo Senado, uma medida que já foi aprovada na Câmara. O presidente ressaltou a importância de redefinir o papel da União em questões de segurança, citando a limitação do governo federal estipulada pela Constituição de 1988.
Lula finalizou sua fala com uma mensagem de incentivo ao governador: “Aproveite esses seis meses que você tem. Faça o que muita gente não fez em 10 anos nesse estado.” A preocupação do presidente se reflete na esperança de que o Rio de Janeiro, com seu potencial e beleza, não seja dominado por milicianos e criminosos, reiterando que a população fluminense merece um governo digno e seguro.
Este evento, que coincide com o momento delicado da segurança pública no estado, enfatiza a urgência de ações eficazes e decisivas para restaurar a ordem e a confiança social no Rio de Janeiro.





