Lula e Macron defendem diálogo com Putin e Zelenski para solucionar guerra na Ucrânia, aponta contato presidencial desta terça.

Em uma inesperada e importante ligação telefônica, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da França, Emmanuel Macron, se uniram em defesa de uma solução para a guerra na Ucrânia que envolvesse tanto o presidente russo, Vladimir Putin, quanto o ucraniano, Volodmir Zelenski. O contato entre os líderes ocorreu nesta terça-feira, dia 18, e teve como foco as negociações de paz em andamento e outros assuntos da agenda internacional.

Macron, que lidera um esforço diplomático para garantir que os possíveis entendimentos de paz não sejam favoráveis a Moscou, reconhece que uma vitória russa poderia representar uma derrota para a Ucrânia e colocar em risco a segurança de outros países europeus. Lula, por sua vez, reafirmou o compromisso do Brasil com a promoção da paz e a defesa da democracia, expressando preocupação com o cenário internacional.

Ambos os presidentes concordam que a paz na Ucrânia só será possível por meio de negociações que reunam Rússia e Ucrânia à mesma mesa. Compartilhando a convicção de que a comunidade internacional deve se mobilizar, Macron e Lula destacaram a importância de incluir todas as partes envolvidas no conflito nas negociações.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump lidera diálogos diretos com Putin, sem a participação direta da Ucrânia. Essa situação tem gerado preocupação entre os líderes europeus, que estão estudando até mesmo enviar tropas de paz para a região do conflito.

Diante desse cenário tenso, está marcada uma equipe de alto nível para negociar a paz na Ucrânia, com o desejo mútuo de iniciar as negociações de paz. Por outro lado, o Brasil, ao lado da China, apoia uma conferência internacional de paz com a participação igualitária de todas as partes relevantes, em busca de um acordo de cessar-fogo.

Além disso, Lula confirmou uma visita de Estado à França em junho, onde participará de conferências sobre o clima, a democracia e o desenvolvimento econômico e agrícola. O comprometimento de ambos os presidentes em discutir iniciativas conjuntas em prol da paz e do clima demonstra um esforço internacional para resolver um dos conflitos mais graves da atualidade.

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