Lula, que aparentava rouquidão, decidiu não ler o texte preparado e, em um pronunciamento de pouco menos de dois minutos, deixou claro que o Brasil não pode mais sustentar um discurso que divide a competência pública e a privada. “O que é público e funciona deve continuar público e funcionando. O mesmo se aplica ao setor privado”, afirmou, argumentando que a sinergia entre os dois setores é essencial para o desenvolvimento do país.
Mercadante, que assumiu a presidência do banco com a volta do Partido dos Trabalhadores ao poder, aproveitou a ocasião para fazer um balanço detalhado de sua gestão, que se estende por três anos. Durante seu longo discurso de aproximadamente 50 minutos, ele apresentou números impressionantes sobre a atuação do BNDES, que, segundo ele, concedeu cerca de R$ 862 bilhões em créditos. Apesar do volume significativo, Mercadante não esclareceu se esse montante diz respeito a aprovações ou desembolsos, bem como a inclusão de programas que utilizam crédito de instituições financeiras privadas. Além disso, informou que os ativos totais do banco passaram de R$ 650 bilhões para mais de R$ 1 trilhão no período.
“Os ativos do banco proporcionam estabilidade. O crescimento deve ser acompanhado de segurança”, destacou Mercadante, ressaltando a importância de uma expansão sustentável. O presidente do BNDES também abordou a necessidade de restabelecer o crédito subsidiado, afirmando que, apesar da impossibilidade de alterar a taxa de juros de referência, a TLP, ajustes foram feitos para viabilizar operações com juros mais baixos.
Por fim, Mercadante agradeceu ao Congresso Nacional por seu papel na implementação de subsídios em áreas relevantes, afirmando que, sem essa colaboração, a otimização do crédito subsidiado não teria sido possível. Essas declarações refletem uma visão clara de que a colaboração mútua entre os setores é fundamental para a recuperação e o crescimento econômico do Brasil.





