Lula defende exploração nacional de minerais críticos e Alckmin promete reindustrialização em ato de lançamento da campanha à reeleição em São Bernardo do Campo.

Neste último domingo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu início à sua campanha de reeleição em um evento no Estádio Municipal 1º de Maio, localizado na Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, São Paulo. Este local é emblemático, não apenas por ser cenário histórico das greves dos metalúrgicos na década de 1970, mas também por representar o surgimento da trajetória política de Lula como uma forte liderança sindical. O ato, intitulado “O Brasil pronto pra mais”, atraiu uma multidão de apoiadores, incluindo filiados de sete partidos da sua base aliada, como o PT, PSB e PSOL.

Em seu discurso, Lula abordou a necessidade de garantir a soberania do Brasil na exploração e produção de minerais críticos, reafirmando a intenção de formar uma cadeia produtiva interna. Ele enfatizou a importância da educação técnica, propondo que “nossas meninas e nossos meninos” se capacitem para participar desse setor estratégico, que envolve a mineração de metais essenciais para a fabricação de tecnologias avançadas, como celulares e baterias elétricas. Com isso, Lula procura afastar a ideia de exportar matérias-primas sem valor agregado e criar um ciclo de industrialização no país: “Queremos extrair aqui, transformá-lo, industrializar aqui, produzir aqui”, afirmou.

O presidente também fez um apelo pelo fim da violência contra as mulheres, homenageando figuras importantes em sua vida, como sua mãe e sua ex-mulher, ao ressaltar a necessidade de mudança de comportamento por parte dos homens. “Nós homens precisamos aprender a respeitar vocês como companheiras e não como serviçais”, declarou.

Lula dedicou uma parte significativa de sua fala à crítica ao governo oposicionista, responsabilizando a direita pela tragédia da pandemia de Covid-19. Ele acusou os opositores de rirem da miséria e do sofrimento, ressaltando sua determinação em continuar lutando contra o retrocesso e os erros do passado: “Uma direita que é responsável pela morte de 400 mil pessoas da COVID por irresponsabilidade com a vacina”, completou.

Complementando a fala de Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin abordou a importância da reindustrialização no país, trazendo à tona exemplos de regiões que se reinventaram após o fechamento de montadoras. Além disso, ressaltou os acordos comerciais firmados durante o governo Lula, que foram fundamentais para a integração econômica do Brasil no cenário global.

Este evento, que foi o primeiro grande ato público da chapa Lula-Alckmin desde a oficialização da candidatura, teve como expectativa a presença de cerca de 30 mil pessoas, demonstrando a mobilização e o apoio da militância. Com a presença de figuras políticas como Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo, o ato consolidou o início da corrida eleitoral com uma mensagem de esperança e luta pela soberania nacional.

Sair da versão mobile