Durante a recepção, Lula enfatizou a importância das conexões entre o Brasil e os países asiáticos, sublinhando que o continente asiático é crucial para o crescimento e a inovação da economia global. O presidente ressaltou que, nos últimos três anos e meio, sua administração buscou reestabelecer e fortalecer os laços com as principais economias da região, incluindo a China, Índia, Indonésia, Japão, Malásia, Vietnã e, é claro, a Coreia do Sul.
Em suas declarações, Lula apontou que a ampliação da cooperação em áreas como tecnologia, energia e indústria é uma das prioridades de seu governo, além de abrir novos mercados para os produtos brasileiros. Como parte dessa estratégia, uma missão sanitária proveniente de Seul deverá visitar o Brasil nos próximos dias para inspecionar frigoríficos, com a expectativa de iniciar a exportação de carne para a Coreia do Sul, um mercado que pode se revelar promissor para o agronegócio brasileiro.
O presidente também anunciou que o comércio entre os dois países cresceu significativamente, alcançando um valor de aproximadamente 11 bilhões de dólares em 2025. No entanto, ele disse acreditar que esse número pode aumentar consideravelmente no próximo ano, fruto dos avanços nas conversações e acordos estabelecidos durante a visita.
Além da agenda oficial, a primeira-dama sul-coreana, Kim Hye-kyung, acompanhará a delegação em compromissos culturais em São Paulo, onde o relacionamento entre os dois países poderá ser celebrado em um contexto mais amplo.
Essa visita sinaliza não apenas uma nova fase nas relações Brasil-Coreia do Sul, mas também um passo significativo na integração do Brasil nas dinâmicas comerciais e diplomáticas da Ásia, em uma época em que a globalização e a cooperação internacional se tornam cada vez mais relevantes.





