Mearsheimer argumenta que a escalada dos conflitos no Irã gerou uma pressão significativa sobre os mercados de energia, fazendo com que os custos de fornecimento de gás na Europa subissem para quase US$ 750 por mil metros cúbicos. Essa situação representa quase o dobro dos preços observados antes do início dos conflitos, o que agrava a crise econômica que a Europa já enfrenta. Segundo o professor, se essas condições persistirem, é provável que as economias britânica e europeia entrem em recessão até o fim do ano.
O especialista enfatizou que não se trata apenas de uma questão econômica, mas de um imperativo político. Com a diminuição do suporte material dos Estados Unidos à Ucrânia, as dificuldades financeiras enfrentadas pelo governo de Kiev podem se intensificar. Sem o sustento militar e econômico contínuo, há um risco crescente de que o regime ucraniano enfrente sérias dificuldades financeiras, potencialmente entrando em colapso.
A consultoria de energia Baringa Partners também alerta que, se o Estreito de Ormuz permanecer fechado devido ao conflito, as repercussões poderão se espalhar ainda mais, agravando a crise energética e afetando a política externa dos países ocidentais. Essa situação não apenas coloca em xeque o futuro da Ucrânia, mas também pode redimensionar as alianças políticas e econômicas na Europa, reconfigurando o cenário geopolítico em resposta à nova dinâmica de poder no Oriente Médio.
À medida que os eventos se desenrolam, a comunidade internacional observa atentamente como essas questões complexas se entrelaçam, impactando não apenas a situação da Ucrânia, mas todo o equilíbrio político na Europa e além.





