A cerimônia de assinatura do decreto contou com a presença de figuras importantes do governo, como o vice-presidente Geraldo Alckmin e vários ministros, incluindo os da Fazenda, Relações Exteriores, Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Casa Civil e Agricultura. O evento também teve a participação do deputado Marcos Pereira, que atuou como relator do acordo em plenário.
Durante a ocasião, Lula aproveitou para assinar mensagens que encaminham ao Congresso Nacional dois outros acordos de livre comércio: entre Mercosul e Singapura, e entre Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA). O novo tratado com a União Europeia, ratificado pelo Congresso Nacional em março, é considerado o maior acordo entre blocos econômicos do mundo, criando uma zona de livre comércio que facilita a importação e exportação de produtos entre os países europeus e sul-americanos, eliminando taxas ou reduzindo tarifas significativamente.
Com a assinatura do acordo, um grupo de trabalho no Congresso se dedicará a discutir as mudanças legais necessárias para sua implementação. O objetivo é adaptar a legislação brasileira às novas diretrizes estabelecidas pelo tratado, garantindo segurança jurídica aos exportadores e empresas do país.
No tocante aos benefícios do acordo, espera-se que ele crie uma zona de livre comércio que facilite o acesso de produtos brasileiros a um mercado de aproximadamente 450 milhões de consumidores na União Europeia. O tratado prevê a eliminação gradual de impostos sobre produtos agrícolas e industriais, o que poderá reduzir custos para exportadores brasileiros e aumentar a competitividade das empresas no cenário internacional. Setores como o agronegócio, abrangendo produtos como carnes, açúcar e etanol, deverão se beneficiar com a diminuição de barreiras comerciais.
Embora o acordo entre Mercosul e União Europeia inicie de forma provisória, este mecanismo foi viabilizado devido a uma lacuna na regulação europeia, permitindo que a parte comercial entre em vigor mesmo sem a ratificação total do documento por todos os países membros da União. Essa estratégia é apoiada por líderes europeus, como a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que indicaram a necessidade de uma aplicação provisória como solução para a implementação do tratado, que aguarda a aprovação final de todos os envolvidos. Assim, embora o acordo comece a vigorar em breve, sua execução completa dependerá de um processo de ratificação que pode demandar tempo e superar resistências políticas.





