Lula enfatizou a necessidade de tratar questões diplomáticas de maneira adequada, mas também deixou claro que o Brasil não aceitará ingerências externas. “Não tem conversa. Queremos que as coisas aconteçam da forma mais correta, mas não podemos aceitar abusos de autoridade”, afirmou o presidente, destacando a importância da soberania nacional. Ele fez essas declarações antes de continuar sua viagem oficial a Portugal.
A expulsão de Carvalho está vinculada à prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem, condenado em setembro deste ano pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado durante o governo Bolsonaro. Ramagem, que foi diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e tinha mandato como deputado até sua cassação, é considerado foragido e teria fugido do Brasil para os Estados Unidos, onde se encontra desde o ano passado.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também se manifestou sobre a questão, afirmando que o governo brasileiro foi pego de surpresa e tomou conhecimento da decisão pela mídia. Vieira destacou que o Trabalho do delegado em Miami se baseava em um memorando de entendimento entre as autoridades brasileiras e americanas e solicitou esclarecimentos sobre a decisão dos Estados Unidos.
Por sua vez, Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, defendeu a permanência de Carvalho nos Estados Unidos, garantindo que ele estava dentro do prazo estabelecido para sua missão de cooperação policial.
Lula, que chegou em Lisboa para se encontrar com líderes portugueses, continuará seu giro pela Europa, que teve início na semana passada na Espanha e incluiu sua passagem pela feira industrial de Hanôver, ao lado do chanceler alemão Friedrich Merz. O governo brasileiro aguarda agora respostas formais das autoridades dos EUA sobre a expulsão do delegado.







