Na plataforma Comex, que é a divisão de metais da Bolsa de Nova York, o ouro com entrega programada para junho sofreu uma desvalorização de 2,26%, fechando a US$ 4.719,60 por onça-troy. De maneira semelhante, a prata para entregas em maio também recuou, registrando uma queda de 4,43%, cotada a US$ 76,488 por onça-troy. O dia de negócios se mostrou tenso, especialmente com a notícia de que as conversas entre os EUA e o Irã estavam suspensas, o que contribuiu para acentuar as perdas nos preços dos metais.
O presidente americano, Donald Trump, reforçou as críticas ao Irã, descartando a possibilidade de prorrogar o cessar-fogo que está previsto para expirar amanhã. A posição do governo americano mantém uma nuvem de incertezas sobre o futuro das negociações, o que não passa despercebido no mercado financeiro. O vice-presidente JD Vance, que deveria integrar as negociações, manteve-se em Washington, participando de reuniões na Casa Branca, o que pode indicar um foco maior nas questões internas do governo.
Daniel Ghali, analista da TD Securities, abordou a questão em um relatório, destacando que o atual conflito tem levado investidores a buscar proteção no dólar, o que tem pressionado os preços do ouro para baixo. Segundo ele, a percepção de que o conflito pode estar se aproximando de um fim desencoraja a compra de ouro, fazendo com que países priorizem suas necessidades energéticas e a estabilidade econômica em detrimento da diversificação de reservas.
Além do clima de tensão internacional, a audiência do indicado ao cargo de presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, também atraiu a atenção dos investidores. Warsh enfatizou a importância do dólar na economia global, o que poderia indicar um fortalecimento da moeda americana e, consequentemente, um impacto negativo sobre o ouro.
Por fim, o Secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, informou que os preços da gasolina atingiram um pico na semana anterior. Embora isso possa sugerir uma futura queda nos preços dos combustíveis, a continuidade do conflito e as incertezas sobre sua duração podem dificultar uma eventual redução nas taxas de juros, o que criaria um cenário ainda menos favorável para o mercado de ouro, um ativo historicamente beneficiado pela diminuição das taxas de juros.







