Lula alerta para riscos globais, pede reforma das instituições internacionais e reafirma vontade de se candidatar em 2026 durante entrevista à mídia ocidental.

Em uma recente entrevista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou suas preocupações acerca da atual conjuntura geopolítica e os riscos de conflitos internacionais. O chefe do Executivo brasileiro demonstrou um forte senso de motivação para concorrer novamente nas eleições de 2026, afirmando que sua energia e determinação permanecem tão vigorosas quanto em sua trajetória política desde a infância. Lula rejeitou a ideia de impossibilidade em sua caminhada política e se mostrou otimista em relação ao futuro.

Durante a conversa, o presidente criticou a postura dos Estados Unidos no cenário global, ressaltando que a crença americana de que seu poder militar e econômico define as regras mundiais está ultrapassada. Segundo Lula, é fundamental revisar as instituições internacionais que, segundo ele, perderam credibilidade ao longo dos anos. Ele apontou que a geopolítica vigente desde 1945 não faz mais sentido em 2026 e defendeu a necessidade de uma reforma profunda nas estruturas de governança global.

O presidente demonstrou preocupação com o aumento do rearmamento mundial, enfatizando que muitos países estão sendo pressionados a destinar recursos significativos a gastos militares. Lula contesta essa lógica, argumentando que o foco deveria estar em investimentos em educação, alimentação e criação de empregos. Nesse contexto, ele revelou que tem conversado com líderes de diversas nações, como China, Índia, Rússia e França, para abordar a questão do armamentismo e das ameaças entre Estados.

Ao abordar a situação na América Latina, Lula afirmou que se sente seguro sobre a estabilidade do Brasil, citando um momento inédito de responsabilização institucional. Ele mencionou ainda a importância do debate racional como uma forma de “guerra” na política atual. Por fim, destacou o recente acordo entre a União Europeia e o Mercosul como um exemplo da força do multilateralismo, refletindo sobre a importância da democracia que, segundo ele, deve transcender o simples ato de votar. Lula terminou a entrevista reafirmando que, enquanto questões locais exigem atenção, ele prefere manter os pés no chão a se distrair com projetos distantes, como as missões da NASA à Lua.

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