Lucro da Copasa cai 14,1% no primeiro trimestre de 2026, apesar de receita líquida crescer 3,2% com reajuste tarifário de 6,56%.

No primeiro trimestre de 2026, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) reportou um lucro líquido de R$ 368,1 milhões, uma diminuição de 14,1% se comparado ao mesmo período de 2025. O desempenho da empresa no que diz respeito ao Ebitda, que representa o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, também demonstrou uma queda de 3,2%, alcançando R$ 787,4 milhões. Isso resultou em uma margem Ebitda de 40,9%, inferior aos 43,3% observados no ano anterior.

Apesar da retração nos lucros, a companhia viu um crescimento de 3,2% na receita líquida, que totalizou R$ 2,128 bilhões no trimestre. O segmento de água teve um incremento de 1,6% na receita, totalizando R$ 1,264 bilhão, enquanto o setor de esgoto registrou uma alta de 4,2%, alcançando R$ 661 milhões. Esse aumento nas receitas é atribuído a um reajuste tarifário que foi implementado em 22 de janeiro, resultando em um aumento médio de 6,56% nas tarifas.

Entretanto, a Copasa esclareceu que o impacto positivo desse reajuste foi mitigado nos primeiros trinta dias de vigência, em função de uma leve queda de 0,15% no volume de água e esgoto medidos. Além disso, a empresa também enfrentou um efeito negativo de R$ 21,5 milhões relacionado ao consumo a faturar.

Do ponto de vista operacional, houve uma ligeira queda de 0,4% no volume de água medido em comparação ao mesmo trimestre do ano anterior, totalizando 170.169 mil m³. Em contraste, o volume de esgoto medido cresceu 0,3%, somando 118.296 mil m³.

Os custos e despesas globais da empresa, incluindo os custos de construção, chegaram a R$ 1,54 bilhão, refletindo um aumento de 8,3% em relação ao primeiro trimestre de 2025. A Copasa também reportou um resultado financeiro negativo de R$ 72,6 milhões, em comparação a um resultado negativo de R$ 21,2 milhões registrado no ano anterior. A combinação desses fatores revela um cenário desafiador para a empresa no início de 2026, que deverá ser acompanhado atentamente em trimestres futuros.

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