Em suas declarações, Farias alegou que a eliminação de Messias é apenas a primeira fase de um plano mais abrangente, denominado por ele de “acordo da impunidade”. Em uma postagem em uma rede social, o deputado afirmou que a articulação entre as forças do bolsonarismo e o Centrão alcançou sua primeira vitória com a rejeição de Messias. No entanto, advertiu que esse sucesso inicial se desenrola para uma segunda fase, que incluiria ações destinadas a proteger figuras da cúpula política e evitar consequências legais em meio a escândalos, como o caso Vorcaro.
O parlamentar também destacou que o objetivo deste novo movimento é a derrubada do veto imposto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao PL da Dosimetria, um projeto que, em sua visão, busca isentar Jair Bolsonaro e outros militares de responsabilidades associadas ao que ele chama de “trama golpista”. A votação que poderia definir o futuro do projeto estava prevista para a mesma data de sua declaração, e Farias não poupou críticas à manobra que, segundo ele, se apresenta como uma “justiça humanitária”, mas que esconde intenções políticas nefastas.
Ele foi contundente ao advertir que a abordagem do projeto de lei cria brechas que poderiam beneficiar criminosos, incluindo líderes de organizações ou milícias, e enfatizou a gravidade dos possíveis riscos que as ações do Congresso poderiam trazer para a sociedade.
Farias concluiu seu discurso ressaltando a dualidade que o Congresso enfrentaria naquela sessão decisiva, questionando: “Estaremos apostando na democracia ou no golpe? Defenderemos a Constituição ou permitiremos o vale-tudo? Optaremos pela punição ou pela impunidade?”. Suas palavras refletem a tensão política e a luta por justiça em um cenário repleto de incertezas e desafios para o Brasil.







