Sánchez, conhecido por suas críticas ao ex-presidente americano Donald Trump e aos conflitos envolvendo os Estados Unidos e o Irã, conduziu dois eventos simultâneos que discutiram os desafios contemporâneos à democracia e à política progressista. Embora nenhum líder tenha mencionado Trump diretamente, a sua postura unilateral, contrária aos princípios do multilateralismo e do direito internacional, foi uma preocupação constante durante as discussões. Ao abrir os debates, o primeiro-ministro destacou os “ataques contra o sistema multilateral”, evidenciando a necessidade de uma resposta coletiva a essas ameaças.
A relação entre Sánchez e Trump tem sido tensa, especialmente após o ex-presidente criticar publicamente a Espanha por sua falta de contribuição militar para a OTAN. Na rede social Truth Social, Trump expressou sua insatisfação com a situação financeira da Espanha, um ataque que ressoou nas discussões sobre a responsabilidade dos países em contribuir para a segurança global.
No comício progressista, Sánchez alertou que o tempo da direita populista está se esgotando, enfatizando que a visão que defendem está falhando diante das crises contemporâneas, como as guerras e a negação das mudanças climáticas. “Eles tentaram nos envergonhar de nossas crenças. Isso acaba agora”, declarou, prometendo que a nova narrativa será construída a partir dos valores progressistas.
Além de Sánchez, o evento contou com os discursos de líderes de destaque, como o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente mexicana Claudia Sheinbaum. As propostas discutidas incluíram a criação de um Painel Internacional sobre Desigualdade, incentivando uma maior responsabilidade na distribuição de riqueza e promovendo iniciativas ambientais, como o uso de parte dos orçamentos militares para projetos de reflorestamento.
A necessidade de regulamentar as redes sociais foi um ponto central nas discussões, pois muitos líderes reconheceram o papel dessas plataformas na disseminação de desinformação e ódio. Com uma audiência de cerca de 6.000 participantes, entre eles políticos, analistas e ativistas, o evento apresentou uma forte mensagem de união e resistência contra a extrema-direita, ao mesmo tempo em que delineou um futuro mais sustentável e inclusivo.







