Líder do “Irmandade de Resgate do Bonde Cerol Fininho” reforça ódio por facção criminosa durante audiência por videconferência.

O famoso líder do grupo criminoso “Irmandade de Resgate do Bonde Cerol Fininho”, conhecido como Lúcifer, demonstrou todo o seu ódio pelos membros da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) durante uma audiência por videconferência direto da Penitenciária Federal de Campo Grande (MS). Com mais de duas décadas atrás das grades e uma pena que ultrapassa os 132 anos de prisão, por ter cometido 50 assassinatos de rivais de outras facções, Lúcifer foi questionado pelo juiz se sentia falta da liberdade. Sua resposta foi contundente: “A liberdade não é só física. Espiritual e psicologicamente, estou liberto. Fisicamente preso, mas espiritualmente livre”.

Mesmo encarcerado, o líder criminoso não demonstra nenhum arrependimento e continua praticando crimes bárbaros, principalmente contra seus desafetos nas prisões por onde passa. Ele afirmou ao magistrado que sua luta é mais importante do que a liberdade física, e que prefere morrer lutando do que se curvar aos outros. Lúcifer deixou claro que seu objetivo é exterminar seus inimigos, e que, onde quer que esteja, eles morrerão, seja pelas suas mãos ou por ordem dele.

Lúcifer ganhou notoriedade após romper com o PCC em 2013 e criar sua própria facção, causando pânico no sistema penitenciário de São Paulo. Diagnosticado com psicose, ele se orgulha de afirmar ser o responsável por 50 assassinatos dentro das prisões, sempre mirando em integrantes de outras facções. O Ministério Público de São Paulo denunciou seus comparsas por assassinatos brutais, o que levou a penas que ultrapassam os 132 anos de prisão.

Atualmente, Lúcifer está isolado em uma cela na Penitenciária 1 Presidente Venceslau, devido à sua periculosidade. Desde que entrou para o PCC aos 19 anos, ele se tornou uma figura ativa na facção, participando de ações violentas dentro do sistema carcerário. Seus crimes, marcados por rituais macabros como escrever o nome de sua facção com sangue das vítimas, chocaram o país, como o massacre de cinco detentos em 2011. Sua crueldade e psicose marcaram sua trajetória no mundo do crime.

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