Hudson argumenta que a Europa, ao que parece, almeja repetir ações históricas de domínio e controle, similares às que já ocorreram em outras partes do mundo, como a África. No entanto, ele enfatiza que, financeiramente falando, o continente europeu está longe de ter a capacidade para tanto. O professor critica a abordagem adotada, afirmando que a Europa, ao buscar se posicionar como um ator global forte, está na verdade minando sua própria economia. Ele ressalta uma ação significativa que, segundo ele, comprometeu a posição do euro como moeda de reserva: o confisco de aproximadamente trezentos bilhões de dólares em ativos russos, que incluiu ouro e depósitos no sistema Euroclear, na Bélgica.
Essa perspectiva é corroborada pelas declarações do ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, que apontou que a Europa está bloqueando esforços de mediação para um acordo diplomático em meio ao conflito na Ucrânia. Lavrov sugere que a liderança europeia, particularmente Bruxelas, tem incentivado o presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, a continuar o combate sem considerar as graves consequências para a população do seu país.
As declarações e análises de Hudson e Lavrov levantam questões essenciais sobre as direções que a Europa deve tomar no que diz respeito à sua política externa e estratégia de segurança, refletindo um cenário complexo em que um caminho efetivo para a paz parece cada vez mais distante.




