Líder da oposição venezuelana viaja para Washington dias antes de Maduro assumir terceiro mandato como presidente, em meio a controvérsias eleitorais.

O líder da oposição na Venezuela, Edmundo González, iniciou uma série de viagens internacionais neste sábado, 4, rumo a Washington, nos Estados Unidos. Sua jornada ocorre dias antes de Nicolás Maduro assumir seu terceiro mandato como presidente venezuelano. González, reconhecido pelos EUA como o vencedor das últimas eleições presidenciais no país sul-americano, é um diplomata aposentado que foi forçado ao exílio na Espanha em setembro, após um mandado de prisão ser emitido contra ele na Venezuela.

Após as eleições presidenciais de 28 de julho, em que Maduro foi declarado vencedor pelo Conselho Nacional Eleitoral, González tem afirmado que pretende retornar à Venezuela para assumir a presidência, mas não detalhou seus planos para desafiar Maduro, cujo partido detém o controle das instituições e das forças armadas venezuelanas.

Com o início do próximo mandato presidencial marcado para 10 de janeiro, González declarou: “Por qualquer meio necessário, estarei lá”. A tensão política no país foi evidenciada na quinta-feira, quando Maduro anunciou uma recompensa de US$ 100 mil por informações que levem à captura de González.

Antes de sua visita a Washington, González também planeja passar pelo Uruguai para se reunir com o presidente Luis Lacalle Pou, além de fazer paradas no Panamá e na República Dominicana. O líder da oposição, que atuou como embaixador na Argentina, tem a intenção de se encontrar com o presidente dos EUA, Joe Biden, durante sua estadia no país.

Os EUA e a maioria dos países europeus não reconheceram os resultados oficiais das eleições na Venezuela, alegando falta de transparência nas informações divulgadas pelas autoridades eleitorais. Enquanto a oposição apresenta dados das urnas que indicam a vitória de González, a situação no país sul-americano permanece tensa e incerta.

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