Após as eleições presidenciais de 28 de julho, em que Maduro foi declarado vencedor pelo Conselho Nacional Eleitoral, González tem afirmado que pretende retornar à Venezuela para assumir a presidência, mas não detalhou seus planos para desafiar Maduro, cujo partido detém o controle das instituições e das forças armadas venezuelanas.
Com o início do próximo mandato presidencial marcado para 10 de janeiro, González declarou: “Por qualquer meio necessário, estarei lá”. A tensão política no país foi evidenciada na quinta-feira, quando Maduro anunciou uma recompensa de US$ 100 mil por informações que levem à captura de González.
Antes de sua visita a Washington, González também planeja passar pelo Uruguai para se reunir com o presidente Luis Lacalle Pou, além de fazer paradas no Panamá e na República Dominicana. O líder da oposição, que atuou como embaixador na Argentina, tem a intenção de se encontrar com o presidente dos EUA, Joe Biden, durante sua estadia no país.
Os EUA e a maioria dos países europeus não reconheceram os resultados oficiais das eleições na Venezuela, alegando falta de transparência nas informações divulgadas pelas autoridades eleitorais. Enquanto a oposição apresenta dados das urnas que indicam a vitória de González, a situação no país sul-americano permanece tensa e incerta.
